Universidade Estadual da Paraíba amplia sistema de segurança e assegura compromisso com a cultura de paz
A segurança pública é crucial para o bem-estar e a tranquilidade da sociedade. O direito de ir e vir é um bem inegociável. Com esse pensamento e com o foco voltado para a disseminação de uma cultura de paz, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) ampliou seu sistema de segurança com um moderno, arrojado e inovador plano de seguridade com a adoção de uso de tecnologia de ponta e de inteligência para promover a proteção da comunidade universitária.
O sistema, que faz parte das medidas adotadas pela Reitoria da Instituição, por meio da Pró-reitora de Infraestrutura (PROINFRA) tem a proposta de oferecer segurança para estudantes, professores(as) e técnicos(as) administrativos(as) da Instituição. Ele vai operar por meio de câmeras inteligentes com identificação facial, vigilância reforçada, com controle de acesso através da instalação de catracas eletrônicas, além do sistema de videomonitoramento integrado ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Paraíba.
Inicialmente o sistema será implantado no Câmpus I, em Campina Grande e se tornará um modelo de referência na Paraíba. De acordo com a reitora, professora Celia Regina Diniz, essa tecnologia deve se expandir para os demais câmpus da Instituição, reforçando a segurança em todos os Centros de Ensino. O uso dessa tecnologia de vigilância integrada se dá em parceria com Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SESDS), com a implantação de um sistema inteligente com câmeras integradas ao Centro Integrado de Comando e Controle de Campina Grande.
Assim, foram instaladas na Central Acadêmica Paulo Freire quatro câmeras modernas em cada andar do prédio, com visão em 360 graus e que têm o potencial de 8 câmeras comuns. São equipamentos modernos como esses, de última geração, que ajudam a identificar qualquer situação suspeita, permitindo que a área seja monitorada 24 horas por dia pelas Polícias Civil e Militar.
Celia Regina destacou o avanço que a Universidade, em parceria com o Governo da Paraíba está dando nesse quesito, além de destacar o trabalho que foi feito em conjunto para criar e colocar em prática um plano de segurança na UEPB. “Eu considero que a UEPB terá um dos mais modernos sistemas de segurança da Paraíba. A nossa Instituição está implantando um sistema moderno e integrado que envolve tecnologia, monitoramento, controle de acesso e protocolos de prevenção. O objetivo desta implantação é garantir mais proteção e tranquilidade para a nossa comunidade acadêmica. A parceria com o Governo do Estado é fundamental nesse processo, porque ela possibilita a adoção de um padrão de segurança alinhado ao que nós temos de melhor nas práticas de segurança já implementadas em outras instituições públicas”, disse a reitora.
Ela ainda acrescentou que todas essas medidas de seguridade que estão sendo tomadas não são definitivas. Elas terão ajustes necessários, uma vez que cada Câmpus tem sua particularidade. “Tudo isso, com certeza, fortalecerá a nossa UEPB como referência também na área de gestão e do cuidado com as pessoas. Inicialmente, o trabalho será desenvolvido no Câmpus I, onde estamos realizando uma avaliação técnica e operacional do sistema, e a partir dessa experiência serão feitos ajustes necessários para que, de forma planejada e gradual, esse modelo seja implantado nos demais câmpus da Universidade, respeitando, claro, as especificidades de cada Centro de Ensino”, afirmou.
Investimentos em segurança
A UEPB também modernizou o seu sistema de segurança eletrônica. No total, foram instaladas 168 câmeras inteligentes com reconhecimento facial ao longo do perímetro do Câmpus I, abrangendo a Central Acadêmica Paulo Freire, o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e o Centro de Ciências e Tecnologias (CCT). Os equipamentos foram comprados pela Instituição. Esses equipamentos, embarcados com inteligência artificial, têm alta sensibilidade e identificam movimentos bruscos, brigas e situações suspeitas.
A pró-reitora de Infraestrutura, professora Weruska Brasileiro, enfatizou que essa tecnologia de reconhecimento facial pode identificar qualquer pessoa suspeita que tenha alguma pendência na Justiça, por exemplo. “Se trata da mesma metodologia aplicada no Parque do Povo. Qualquer pessoa com restrição na Justiça, será identificada pela polícia. As câmaras têm um analítico no monitoramento, ela já identifica a pessoa e já aciona a polícia. O monitoramento não vai ficar só na Central Acadêmica Paulo Freire. Todo o Câmpus I contará com essas câmeras para que a gente possa ter uma maior seguridade”, explicou.
A pró-reitora lembrou que a UEPB já detinha um sistema de tecnologia com cerca de 480 câmeras analógicas instaladas em pontos estratégicos no Câmpus de Campina Grande. Com os novos equipamentos, o Câmpus I passou a contar com mais de 500 câmeras monitorando toda extensão da Instituição.
Dentro dessa proposta de modernizar o sistema de segurança, a UEPB está implantando 14 totens de segurança que viraram tendência entre equipamentos tecnológicos utilizados no combate à criminalidade. Trata-se de dispositivos conhecidos como “botões de pânico”. A perspectiva é que os dispositivos, espalhados por toda extensão do Câmpus I, entrem em fase de teste já neste semestre. O objetivo é impedir qualquer tipo de situação de risco de pessoas que sintam a vida ameaçada ou correndo perigo. “Esses totens são sonoros e com identificação facial. Ele tem um sistema que a gente chama de ‘botão do pânico’. Qualquer pessoa que se sentir ameaçada, pode acionar esse botão e imediatamente as informações chegam em nosso monitoramento e no monitoramento da Polícia Civil e Polícia Militar”, explicou.
Os(As) estudantes, professores(as) e técnicos(as) administrativos(as) que chegarem à Central Acadêmica Paulo Frente no retorno das aulas vão se deparar com a instalação das catracas eletrônicas. No total, foram instaladas 12 catracas com identificação facial, como parte do sistema de controle de acesso. Trata-se de outro mecanismo de segurança e que visa garantir um melhor controle de acesso ao local. Na Central Acadêmica funcionam os cursos do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), Centro de Educação (CEDUC) e a Faculdade de Linguísticas, Letras e Artes (FALLA).
Além do mais, estão sendo instaladas cancelas eletrônicas com identificação facial na Reitoria e na entrada da Escola Redentorista, onde funcionam as pró-reitorias, além da entrada da PROINFRA. Esse dispositivo visa impedir a entrada de pessoas sem autorização. Parte desse sistema com uso do toten também está operando no Museu de Arte Popular da Paraíba (MAAP). Trata-se, conforme observou a professora Weruska Brasileiro, de uma política de segurança que já vem sendo implantada em diversos estados, e que a UEPB quer ampliar e colaborar com esse novo modelo.
A pró-reitoria de Infraestrutura destacou que a segurança da UEPB será uma das mais modernas do Estado com inovação e tecnologia. Ela observou que se trata de um projeto em fase de testes e que será avaliado por um período de seis meses. Depois, será analisado todos os pontos para, finalmente, deixar um sistema definitivo.
A UEPB vem adotando gradativamente uma série de medidas de segurança, como a contratação de agentes de portaria para reforçar os postos instalados em pontos estratégicos da Instituição, mudanças estruturais na Central Acadêmica Paulo Freire com a criação de rotas de fuga e corredores de emergência, instalação de escadas externas, reestruturação da iluminação com substituição por lâmpadas de LED para melhorar a visibilidade e a segurança no Câmpus, além da implantação desse sistema inteligente com câmeras integradas ao Centro Integrado de Comando e Controle de Campina Grande.
Texto: Severino Lopes
Fotos: Paizinha Lemos
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