Grupo de Pesquisa atua na reconstrução de experimentos para auxiliar no ensino de Ciências

Grupo de Pesquisa atua na reconstrução de experimentos para auxiliar no ensino de Ciências
3 de agosto de 2021


O desenvolvimento do telescópio, no século XVII, das máquinas térmicas e motores elétricos no Século XIX, são alguns dos frutos de experimentos históricos que evidenciam a evolução científica ao longo dos tempos, e que hoje são utilizados para auxiliar no ensino de Ciências, sobretudo em conteúdos de Física do Ensino Médio, por iniciativa do Grupo de Pesquisa em História da Ciência e Ensino (GHCEN) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
O grupo de pesquisa da UEPB, criado em 2007 juntamente a aprovação do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) da Instituição, é reconhecido internacionalmente na construção de objetos que recriam experimentos históricos para auxiliar no ensino de Ciências em sala de aula.
De acordo com a líder do grupo, professora Ana Paula Bispo, o trabalho relacionado à utilização de experimentos históricos para o ensino de ciências, que envolve docentes do Departamento de Física, discentes de graduação, mestrado e doutorado, professores da Educação Básica e pesquisadores independentes, foi idealizado a partir do trabalho de um ex-aluno e colaborador do projeto com habilidade para a construção dos artefatos utilizados nos experimentos e do contato com cientistas de centros de referência na Alemanha, onde a docente da UEPB pôde realizar o pós-doutorado.
“Somos bem conhecidos nessa área graças a um construtor de objetos muito caprichoso que temos. Usando esses objetos e uma narrativa histórica devidamente bem construída, seguindo os referenciais da historiografia da ciência, elaboramos vídeos, propostas para sala de aula, roteiros de peças teatrais, entre outros”, explica a professora Ana Paula.
A docente destaca que a metodologia e os recursos apresentados pelo grupo de pesquisa podem despertar o interesse dos discentes para o conteúdo apresentado e possibilitar o amadurecimento não apenas de estudantes do ensino médio que utilizam esse material em sala de aula, mas, também dos discentes de licenciatura que auxiliam na construção dos artefatos.
“Ao relacionar a parte experimental com os aspectos históricos você consegue abarcar alunos com diferentes interesses. Isso contribui para desconstruir a visão de que a física, na educação básica, é só resolver exercícios. Além disso, podemos colaborar no desenvolvimento de diferentes habilidades, competências e também na formação de um aluno mais apto a argumentar. A pretensão é sempre que o estudante deixe de reproduzir o conhecimento pronto e passe a produzir conhecimento. E para isso ele precisa pensar sobre o que está sendo discutido, entender as influências que estão por trás da adoção de determinados resultados como verdades. A partir disso, é possível perceber um amadurecimento, mesmo entre os estudantes de licenciatura que participam do grupo”, avalia a professora Ana Paula.
Segundo a professora Ana Paula Bispo as atividades baseadas na interdisciplinaridade, na socialização de resultados, no compartilhamento de ideias e na manipulação de objetos, que são o foco do projeto, não podem ser realizadas de forma virtual. Assim, desde o início da pandemia, com a determinação de distanciamento das atividades presenciais em decorrência da covid 19, as atividades do grupo de pesquisa precisaram ser adaptadas à nova realidade e a equipe passou a focar nos estudos historiográficos e na publicação de artigos e conteúdos para o canal do grupo de pesquisa no YouTube. Outras informações pode ser obtidas neste link.
Texto: Juliana Marques
Fotos: Divulgação