Pesquisadora egressa de doutorado da UEPB recebe o Prêmio Capes de Tese de 2025, mais alta honraria da instituição

15 de dezembro de 2025

Anna Karolina Martins Borges exibe a medalha do Grande Prêmio Capes de Tese 2025, símbolo do reconhecimento e de sua conquista.

A pesquisadora Anna Karolina Martins Borges, egressa do Programa de Pós-Graduação em Etnobiologia e Conservação da Natureza (PPGEtno), conquistou o Prêmio Capes de Tese Edição 2025, na área de Biodiversidade. A honraria é considerada a mais alta e relevante premiação concedida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Na 20ª edição, realizada nesta quinta-feira (11), em Brasília, o Prêmio Capes de Tese reconheceu vencedores em 49 áreas de avaliação e concedeu três premiações especiais nos colégios de Humanidades, Ciências da Vida e Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinares.

O PPGEtno é um programa em associação que reúne a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), a Universidade Estadual de Pernambuco (UPE) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), instituição responsável pela indicação da recém-doutora à premiação.

A pesquisadora defendeu a tese “Determinação de prioridades para a conservação de cavalos-marinhos (Syngnathidae: Hippocampus) no Brasil”, sob a orientação do professor Rômulo Romeu da Nóbrega Alves e a coorientação da professora Tacyana Pereira Ribeiro de Oliveira, ambos da UEPB.

Conforme Anna Karolina, a cerimônia coroou um projeto. “Ver meu nome naquele painel e ouvi-lo ser chamado para subir ao palco foi um momento de emoção intensa. Representou um grande reconhecimento da qualidade do nosso trabalho, especialmente por ser apenas a terceira vez que o prêmio dessa área é concedido a instituições da região Nordeste”, destacou.

Ela ainda comemora a premiação e o reconhecimento de seu esforço: “Foi também um momento de profunda gratidão por toda a trajetória construída e pelas pessoas que contribuíram para ela. Foi uma confirmação de que todo o caminho até aqui valeu a pena e de que ele está apenas começando. Sigo com ainda mais vontade de explorar, questionar e contribuir para a ciência e para a conservação da biodiversidade”, enfatizou a pesquisadora.

Seu estudo apontou fragilidades nas políticas de proteção das três espécies de cavalos-marinhos registradas no país, definiu áreas prioritárias para a conservação e destacou a importância da incorporação do conhecimento ecológico local em ações voltadas a espécies raras e ameaçadas. A pesquisa também ressaltou o papel dos manguezais como habitats essenciais para esses animais, especialmente no Nordeste brasileiro.

 

Zélio Sales

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